Serviços de Terapia           Programas de Exercício a Domicílio
Posição/Talas de Suporte
Terapia Pós-cirúrgica

 

A terapia ocupacional e a fisioterapia são elementos essenciais no procedimento multidisciplinar para o tratamento da paralisia do plexo braquial. Os terapeutas têm as seguintes funções: 

  • inicialmente, avaliam a resistência do braço da criança, a amplitude de movimento, o movimento ativo e desenvolvimento motor, a sensação e o uso funcional
  • acompanham o progresso e a melhora
  • monitorizam as necessidades de posicionamento e uso de talas
  • orientam os pais sobre a precaução, os programas de exercício para fazer em casa e a postura
  • oferecem terapia pós-cirúrgica

Alguns dos instrumentos de avaliação, usados para estudar o movimento, a força e a função, estão descritos no Tratamento Clínico.

Programas de Exercício a Domicílio

As complicações associadas com a paralisia do plexo braquial são: o deslocamento do ombro/cotovelo, ombro rígido e contratura do tecido mole/articulação. Os terapeutas oferecem aos pais um programa de exercício de movimentos para fazer em casa, dentro dos limites passivos (para ser completado 2-3 vezes ao dia, repetindo 10 vezes cada vez). Estes exercícios aumentam a flexibilidade das articulações e do tônus muscular, diminuindo, assim, o risco dos problemas mencionados acima.

As famílias são instruídas, pelos terapeutas, em como propiciar estímulo tátil no braço afetado para aumentar a consciência sensorial e a posição em relação ao corpo no seu todo. Os terapeutas oferecem, também, idéias de atividades para um desenvolvimento adequado para aumentar a força e a coordenação do braço, usando ambos os braços ao mesmo tempo. 

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Posições/Tala de suporte

Os terapeutas dão aos pais idéias sobre quais posições são benéficas para a criança brincar, incluindo posições que propiciam a compressão articular e suporte de peso no braço, para aumentar o input proprioceptivo e contração muscular. Os pais são também instruídos sobre como fazer para deixar os braços numa posição, durante o sono, para manter em constante estiramento, usando, por exemplo, um travesseiro. Não é bom manter o braço com o cotovelo em flexão sobre o tórax por muito tempo (embora esta posição funcione bem para se alimentar e descansar), e é importante não deixar o braço da criança balançando no ar.

Uma variedade de talas podem ser usadas dependendo das necessidades específicas da criança. Por exemplo, há talas para facilitar a tolerância das posições ativas, para posição funcional de descanso, para diminuir o risco de contratura da articulação e outros tipos. Indenpendentemente do tipo da tala, é importante observar, sempre, as mudanças de circulação sanguínea, o adormecimento, a vermelhidão ou o inchaço. 

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Terapia Pós-Cirúrgica

Depois da cirurgia, o braço da criança é imobilizado, geralmente, com o braço dobrado contra o tórax, por 3-6 semanas. Depois que o cirurgião liberar a criança para uma série de exercícios motores, inicia-se com exercícios de moção leve e passiva (passive range of motion – PROM). Os exercícios PROM devem ser mantidos num plano neutro até que a sutura da criança cicatrize completamente. Seis a oito semanas depois da cirurgia, a criança começará com movimentos ativos (resistência com peso não é indicado neste estágio). A regeneração dos nervos pode ser notada 6-12 meses depois da cirurgia, com apenas um mínimo de resposta neste momento. O intervalo de tempo para as atividades e o retorno esperado da força muscular, depois da cirurgia, vai variar de criança para criança.